Eu cresci no interior de Brasília, onde o tempo parecia passar num ritmo diferente. Lembro de passar tardes inteiras explorando Neopets, não só jogando, mas vivendo aqueles mapas, aquelas histórias. Havia algo na imersão daqueles mundos que a indústria frenética de jogos de hoje, focada em microtransações e correria, parece ter esquecido.
Quando entrei no IFRJ e conheci o Paulo e o Erik, percebi que não estava sozinho nessa inquietação. Nós três tínhamos essa "garra de guerreiro" técnica — passávamos noites codando shaders em HLSL ou debatendo a arquitetura da nossa própria engine — mas nossa alma pedia algo mais orgânico.
"Em um mundo que corre a 60fps, nós escolhemos a taxa de quadros da contemplação."
A Busca pelo "Take it Slow"
A ideia do NO.MAD STUDIO não nasceu numa sala de reuniões com ar condicionado. Nasceu da vontade de pegar uma Kombi, jogar três computadores na parte de trás e ver o mundo. Acreditamos que para criar jogos que "respirem", nós também precisamos respirar novos ares.
Este Diário de Bordo servirá exatamente para isso. Não queremos apenas mostrar o jogo pronto na loja. Queremos mostrar o bug que nos fez rir as 3 da manhã, a paisagem que inspirou o cenário da Monkey Mountain, e os desafios técnicos de manter um servidor rodando no meio de um camping.
Se você gosta de jogos que contam histórias e respeitam seu tempo, puxe uma cadeira (ou um saco de dormir). A fogueira está acesa e temos muito código e café para compartilhar.
Vamos nessa?